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Vivendo no Estrangeiro: Como é ser LGBTQIA+ na Irlanda?

Postado por Enzo Guidorzi / 26 June, 2020

Em tempos difíceis de muita intolerância, vale a pena descobrir realidades positivas que inspiram a mudança.

Junho é oficialmente o mês em que comemora-se o orgulho LGBTQIA+. Neste mês as pessoas costumam ir para as ruas nas famosas “paradas” para celebrar o amor na sua mais pura forma. Num evento recheado de alegria, diversão e descontração. É também uma forma de pedirmos por mais respeito e igualdade; afinal, só queremos poder amar sem sofrer qualquer repressão por isso.

E foi justamente por estarmos em Junho que eu decidi aproveitar o gancho para falar sobre a minha visão pessoal de como as pessoas daqui tratam essa questão.

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Aqui na Irlanda um dos eventos que mais reúne público é justamente a “Pride Parade”. O evento teve início em 1983, mas antes disso já se tem registros de outras marchas (um pouco menores) que lutavam pela identidade e igualdade LGBTQIA+.

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Parada do Orgulho LGBTQIA+ em Dublin

Por terem um histórico de luta a favor dos direitos da comunidade, a Irlanda é um país extremamente receptivo e aberto quanto as relações homoafetivas. Morando aqui pude perceber no dia a dia o quanto tal questão aqui não é um” tabu” como é por exemplo no Brasil.

A demonstração de afeto em público entre pessoas da comunidade não é algo recriminado e tão pouco julgado. Aqui, temos a liberdade de andar de mãos dadas e abraçar alguém sem nos preocuparmos com o que os demais estão pensando.

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Até mesmo as crianças demonstram naturalidade quando se deparam com pessoas do mesmo sexo em demonstração de afeto, o que mostra que elas são instruídas desde muito novas que isso é extremamente normal. Justamente por ser algo tão bem visto pela sociedade que em 2015 a Irlanda foi o primeiro país do mundo a legalizar o casamento gay por meio de votação popular.

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Primeiro Ministro Leo Varadkar

Outro grande fator que comprova que os irlandeses lidam bem com isso é o fato de que o Primeiro Ministro irlandês – Leo Varadkar – é assumidamente homossexual e isso não é visto como algo negativo pelo público que o elegeu.

Além disso, outra questão que me chamou a atenção foi notar que o público que frequenta as baladas LGBT’s daqui não se limitam somente as pessoas da comunidade. Casais heterossexuais e até mesmo pessoas de idade se permitem curtir tais ambientes que muitas vezes são vistos como sendo voltados exclusivamente para um nicho específico, o que não é verdade.

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De todas as coisas que citei acima, a que mais me causa conforto é o fato de poder andar na rua despreocupado com o que os outros julgam pois sei que esse assunto não é motivo de discriminação por aqui. O conforto que isso traz é imenso e me faz refletir acerca do fato de que no Brasil  demonstrações públicas de afeto ainda não são bem vistas por uma parcela mais conservadora da sociedade.

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Criança acompanha a marcha do Orgulho LGBTQIA+ em Dublin

Por isso que eu gostei tanto de ter vindo pra cá e incentivo às pessoas que eventualmente tinham essa preocupação de que aqui é o lugar ideal para se viver sem discriminações e ou medo de se ser quem é.

Fotos: ®Reprodução

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Vivendo no Estrangeiro: Como é ser LGBTQIA+ na Irlanda?
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Vivendo no Estrangeiro: Como é ser LGBTQIA+ na Irlanda?
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Nosso correspondente Enzo Guidorzi relata sua vida no país europeu e o que tem percebido quanto a aceitação social da comunidade LGBQIA+ nos últimos anos.
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